segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Direito de imagem é discutido na abertura da Semana de Comunicação

Vídeo de abertura foi exibido

Durante os dias 16 e 20 de outubro, o Auditório Astor Pessoa, na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), foi palco da quinta edição da Semana de Comunicação, evento promovido semestralmente pela coordenação do curso e, desta vez, em parceria com a Agência Experimental e TV FTC.  Para abrir a programação, na terça-feira (16) o tema discutido foi “Da realidade à tela: Exposição, uso e direito de imagens na comunicação”, proposto sob a perspectiva de diferentes profissionais.
Alunos colaboradores da Agencia 
Experimental fizeram intervenções 
no evento
A advogada Lara Brito abordou a temática sob o ponto de vista jurídico, explicando as determinações constitucionais referentes ao uso da imagem nos meios de comunicação e os cuidados que os profissionais devem ter em sua utilização.
Partindo para o fotojornalismo, a repórter fotográfica do jornal A Tarde, Margarida Neide, exibiu diversas fotografias que ela já produziu, explanando sobre cada situação. Com uma abordagem direta, Margarida deu dicas para quem quiser seguir na área, contando sobre o dia-a-dia da profissão.
Já o documentarista Max Gaggino discutiu o tema explanando sua vivência na produção de audiovisuais, sobretudo na direção do documentário “Menino Joel” e falou sobre o processo para obtenção de depoimentos.
O encerramento ficou por conta do diretor executivo do programa Cidade Alerta, Emerson Nunes, que discutiu a utilização da imagem em programas de televisão populares, como cenas de crime e suspeitos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bebendo de várias influências, Otto lança disco com sonoridade única

Otto

“Pensa que é de menta, chupa que é de uva...” é assim que começa a música ‘Exu Parade’, quarta faixa do novo álbun de Otto, The Moon 1111. E o pernambucano continua. “E é por isso que chamo vocês pra festa”. A letra inusitada, o convite inesperado - de quem anteriormente, em Certas Manhãs Acordeis de Sonhos Intranqüilos (2009), cantou com sutileza e (como pode propor o título) tranqüilidade – descreve esse seu novo trabalho.
Capa
Em The Moon, lançado no dia 12 de outubro, Otto flerta com vários estilos a fim de construir uma sonoridade única. Cada música imprime uma singularidade: do rock sessentista em ‘Ela Falava’, percussão marcada em ‘Selvagens olhos, nego!’, até uma versão de ‘A Noite Mais Linda do Mundo’, de Odair José. “Odair é um cara muito bacana que eu ouvi muito na minha infância (...) eu acho Odair bem underground”, declara Otto. As influências para a construção do disco vêm até do filme Fahrenheit 451, e de sons como Pink Floyd e Felá Kuti.
O filho nato de Belo Jardim (cidade do agreste pernambucano reconhecida por ter a música como tradição) canta em dez faixas, acompanhado de Catatau, Dengue e Pupilo, e com participações de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Fábio Trummer (Ediie), Luê e da atriz Tainá Muller.
“O caos venceu, o meu caos é vencedor, eu posso criar um disco que ninguém faz”, afirma o cantor. Certo é que The Moon 1111 é obra ímpar: nesse fervilhar de musicalidade, do rock ao eletrônico, passando pela música regional. É o Otto inventivo de sempre, trazendo o novo. 

Arte e cultura nas praças de Camaçari


O grafiteiro Chuck
Uma das principais referências da cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, a Praça Abrantes sempre foi reduto da juventude, seja em bares, pista de skate, quadra de esportes ou pontos de artesanato hippie. Foi pensando em aproveitar a efervescência do local e ocupá-lo com cultura de rua que, em 2010, surgiu o projeto Roda Gigante.
O Roda Gigante começou a ser desenvolvido pelo Representa Clan, coletivo que conta com cerca de 12 colaboradores ativos que fazem parte, sobretudo, do movimento hip hop em Camaçari. Sempre nas noites da primeira quarta-feira do mês, a Praça Abrantes vira palco de break dance, beat box, malabares, grafite, poesia, teatro e diversas manifestações culturais, além de esportes como o patins, skate, bike e slackline. Quem passa pelo local pode assistir e participar: microfone e instrumentos como violão e flauta ficam disponíveis para quem quiser mostrar o seu talento. “Acho massa a iniciativa. Se apropriar do espaço público e construir um evento multi-arte é espetacular”, opina o funcionário público Junior Borges, que conheceu o projeto recentemente.

Divulgando artistas locais - O Roda Gigante mostra que é possível divulgar a arte com poucos recursos. Esse foi o principal objetivo do rapper, arte- educador e idealizador do projeto, Uri Menezes, integrante do Representa Clan. Ele conta que a intenção é dar visibilidade aos artistas locais. “Se só ficarmos esperado por alguém ou pelo poder público realizar alguma coisa, nós ficamos reféns. Temos que mostrar que não somos o problema, e sim parte da solução, esse é um instrumento de luta pelo social”, defende.
Léo Roots, integrante da banda FumaSound, e 

Uri Menezes, rapper, arte-educador e  idealizador do projeto
O espaço não é voltado apenas para o um estilo musical, artistas de diversos segmentos também participam das apresentações. Esse é o caso do músico Ítalo Oliveira, vocalista e guitarrista da banda de punk rock The Pivo’s, que abraçou a ideia desde o começo do projeto. “É a integração de arte, cultura e entretenimento ao ar livre e aberto ao público, proporcionando um momento de interação entre artistas, esportistas e a população em geral”.
No mês de setembro a Roda Gigante ganhou uma versão itinerante, ocupando a praça do bairro Camaçari de Dentro. “Pretendemos levar esse movimento para outros bairros para procurar em cada localidade novos talentos” conta Uri. Um dos artistas que fez das praças vitrine de suas obras foi o grafiteiro Fábio Gomes Neto, conhecido como Chuck. “Realizações como essa podem mudar muita coisa na cultura e na cidade, fazendo com que a população tenha outra visão do que é a arte de rua”.  

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O lado cult do Raça Negra

Capa e contracapa
Nessa onda de coletâneas com bandas indies homenageando ´'ícones' do gênero - como o Is This Indie, regravação do disco dos Strokes, e Re-Trato, comemorando os 15 anos de Los Hermanos -, o mais novo grupo a ser homenageado pode até soar estranho. É que o Fita Bruta, site especializado em música, preparou um tributo a banda de pagode Raça Negra. 
O Jeito Felindie, como foi intitulado o álbum, reúne as bandas hidrocor, Amplexos, Nevilton, Radiovernes, Harmada, Giancarlo Rufatto, Minha Pequena Soundsystem, Vivian Benford, Nana, Orquestra Superpopular, Letuce e Lulina, entoando clássicos como Vida Cigana, Cheia de Manias e Quando Te Encontrei. 
A empreitada vem com a missão de aproximar dois 'mundos' ditos contraditórios: a música indie e a popular. Mas olhando de perto, parece que eles têm mais em comum do que se imagina. Que se negue, que viremos a cara, mas os pagodes românticos - daqueles cantados em karaokê - faz parte das lembranças emocionais de muita gente por aí. Entre folk, pop rock, garage, pop, reggae e samba, as letras que eram cantadas por Luiz Carlos não soam nada dissonantes. Confiram e baixem as faixas aqui.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Músicas do Ira! e intimismo marcam show de Nasi em Camaçari

Nasi (créditos: Marilton Trabuco)

Para comemorar o Dia Municipal do Rock, que foi lá em 21 de agosto, o foyer do novíssimo Teatro Alberto Martins foi tomado, no último domingo (30), pelo rock n'roll. Com o evento, que tinha sido adiado anteriormente por motivos burocráticos, a Cooperarock mostrou que a cena na cidade vem ganhando novo fôlego. 
Prova disso é a diversidade das bandas que tocaram. A abertura da noite ficou por conta da The Pivo's, o trio power punk tarimbado no cenário alternativo local já há algum tempo não se apresentava em eventos na cidade, e com o show reafirmou a energia e qualidade sonora. Mesmo que comprometida por falhas técnicas no som (o que encurtou o show), a banda fez dançar o público que ainda chegava tímido. 
O pop rock também teve lugar garantido quando Rege FX tocou. Com guitarra distorcida e o som mais 'sujo' que o habitual, o cantor assumiu-se como rock n'roll, conquistando os presentes, seja com canções autorais ou com versões de músicas como 'Tente Outra Vez', de Raul Seixas. Também tocando pop rock, a Diário Urbano, banda que vem ganhando espaço nos últimos rock's, levou uma legião de fãs, que cantavam e pulavam efusivamente com cada canção. 
Um grande destaque da noite foi a Moby Dick, que apresentou no palco um vocalista performático e cheio de estilo, entoando clássicos do hard rock, completada com os competentíssimos músicos que formam a banda. Foi o ponto alto da festa, seja com o público 'gladiando' ou pulando fervoroso, a Moby Dick esquentou a noite com um som veemente e extremamente bem feito.
Moby Dick (créditos: Juliano Sarraf Taron)
A próxima foi a Ladrões Engravatados. Com um show curto, mas eficiente, a banda, que também não se apresentava há algum tempo em eventos locais, além de versões inusitadas, como 'O Brega de Leila', de Zéu Britto, tocou conhecidas músicas autorais, como 'Folhetim' e 'Pega Ladrão'.
Depois, a atração mais esperada do evento se apresentava. Nasi, ex-vocalista do Ira!, acompanhado por excelentes instrumentistas na guitarra, baixo, bateria e teclado, relembrou velhas canções da extinta banda, não ficando de fora do repertório sucessos como 'Envelheço na Cidade' e 'Eu Quero Sempre Mais'. Com um show enérgico, Nasi, que conversava a toda hora muito simpático com a galera, cantou também músicas de seu trabalho solo, como 'Por Amor', 'Tarde Vazia' e 'Eu Só Poderia Crer', além de uma versão de 'O Tempo Não Para'. Em clima intimista, banda e público trocavam a mesma sinergia, entoando junto as letras, sobretudo do Ira!
Para encerrar o evento, foi a vez da Clube de Parifes, que se apresentava em uma versão nova: contrabaixo acústico, e ao invés de guitarra elétrica, três violões. Com esse estilo, a banda liderada por Pablues mostrou o bom e velho blues, e mesmo que com público muito mais reduzido, o grupo fez um show empolgante e de muita qualidade.